sábado, 3 de setembro de 2011

EMPRESAS FAMILIARES - DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO

 De Geração para Geração, Livro de Kelin E. Gersick - John A. Davis - Marion Mc Collom Hampton e Ivan Lansberg, um psicólogo organizacional, um professor de Harvard Business School , um outro professor da Boston University e um consultor de empresas em sucessão.

Planejamento Estratégico, Patrimonial e Familiar deve ser executado como um plano sucessório, muitas empresas familiares não executam de forma planificada dentro das regras jurídicas e prevalecem a meritocracia de forma incorreta, criando uma guerra declarada ou silenciosa que porventura manchará a própria criação, criando rupturas definitivas ou de difícil correção.

Dez anos de pesquisas destes renomados autores é leitura obrigatória para quem esteja envolvido em uma sucessão. Tudo deveria passar por uma educação prévia entre os familiares, sejam eles irmãos ou primos junto aos especialistas em sucessão e com certeza muita coragem para colocar as ações em prática, lembrando todos deverão ser consultados e introduzidos na sucessão.
Jamais faça alguma imposição por meritocracia errônea e ou dirigida.

Típicos clássicos de Empresa Familiar:

01)  Fundadores e Experiência Empreendedora ; Primeira geração familiar onde
o seu fundador e empreendedor passa as suas características positivas e negativas para as raízes da empresa. Um empreendedor tem como característica a complexidade, ou seja, ele é  aventureiro, explorador, benfeitor, gênio, louco ou mesmo desajustado.
Esta primeira etapa é uma experiência única que pode ou não transformar-se em uma empresa familiar de segunda geração, depende ou não da sua liquidação ou venda. Nesta etapa se define a cultura, estratégia e valores de gerenciamento de patrimônio.

02)  Empresa Familiar Crescendo e Evoluindo; Passando para a Segunda geração
familiar , ou seja, passa a ser uma sociedade entre irmãos, onde esta empresa tem diversos desafios, como terminar a consolidação do controle acionário dos descendentes, reestruturar a empresa e seus sistemas afim de sustentar o crescimento.
Estes descendentes de segunda geração devem buscar uma relação construtiva de trabalho junto aos próximos descentes também, incluindo-os como empresários funcionais e cooperativos com os seus colaboradores chaves, ou mesmo, junto aos executivos primordiais para garantir a sua continuidade, é um trabalho em equipe.
Cuidados entre os irmãos esta na competição que surge devido as oportunidades à seus descendentes diretos, ou seja , seus filhos ... A solução deverá estar na política e nas diretrizes a serem adotadas para com a terceira geração, para que se evite disputas infindáveis.

03)  Empresa Familiar Complexa; Passando para a Terceira geração familiar, ou seja,
propriedade de primos, que já atingiu um estágio maduro de desenvolvimento, uma raridade entre empresas familiares. Atingiram com sucesso os desafios de uma empresa familiar, estas são empresas que possivelmente já são uma Holding, uma S/A, tem ações negociadas na bolsa, já passaram por planos de ações para os seus colaboradores e definiram a complexidade de gerir as oportunidades aos membros da família. Os resultados dos acionistas devem estar muito bem contabilizados e questões como definição de talentos devem ser apurados e utilizados tanto na gestão como no conselho, ou seja, priorizar compet6encias entre os primos.
04)  Diversidade de Sucessões; Passando para a Quarta geração familiar, ou seja,
sucessão por liderança e por competência, nesta fase a empresa se reinventa, passando por  uma definição e estratégia focada na sua continuidade e profissionalismo total, funcionando como um clã, que vislumbra resultados e mantém a sua identidade nas raízes do mentor, um bom exemplo é as empresas de Rockfeller - U.S.A. e Rothschilds – Europa.

 Tenha sempre em mente que as pessoas envelhecem, suas expectativas mudam, seus interesses mudam, mas a estrutura patrimonial é única, ou seja, muda em ritmo lento e possivelmente de forma dramática, muitos se sentem excluídos e outros protegidos, mas os resultados da continuidade de geração para geração divergem conforme a capacidade de criar um inter-relacionamento favorável e sustentável ...


5 comentários:

  1. Nas empresas familiares, um conselho da família é necessário e deverá ser constituído para que todos os familiares diretos participem das iniciativas e estratégias da corporação, sem interferir nas mesmas, visto que o gerenciamento deve ser executado pelos gestores, através do principal gestor, o CEO.

    O conselho serve para manter todos os envolvidos informados das estratégias e dos lucros auferidos, pois passivos também serão herdados, então para que a justiça seja feita, todos deverão participar igualmente.

    A política empresarial deverá ser de transparência e distinção no que tange lucratividade e pró-labore (este último deverá ser de mercado).

    Jamais deixe algum membro familiar sem a devida informação e fora da participação nos lucros, pois todos familiares diretos estão envolvidos nos resultados, sejam eles, positivos e ou negativos.

    Um conselho familiar deverá ter diretrizes e também um plano da família, que deixa claro aos acionistas a distinção e interesses existente junto aos proprietários e seus descendentes e que estejam de acordo com os interesses também dos seus acionistas e investidores, ou mesmo, junto aos seus colaboradores.

    Um plano familiar deverá compor da História da família, Visão do futuro familiar, Missão da família e um plano de ação.

    Das diretrizes; Deverão ter um cronograma a ser executado nas reuniões familiares, dedicação e atenção aos processos (criar como um hábito familiar as reuniões do conselho), responsabilidades e definição do líder do grupo (no conselho), Cuidar com a informalidade, manter seriedade nos processos, serem criativos aceitando criação de subgrupos de diferentes interesses e afinidades, deixar que facilitadores experientes conduzam as reuniões para a criação de um novo conceito a ser implantado.

    Uma empresa familiar em que os principais gestores e proprietários sejam autocratas, ditatoriais e mal ouvintes, jamais saberão passar o bastão de forma correta à todos os envolvidos.

    Um líder verdadeiro será aquele que sabe se impor pelo seu conhecimento e experiência, através de atitudes corretas junto aos descendentes , sabe aproveitar dos descendentes as suas melhores características, não julga pelo caminho mais fácil e por interesses próprios , mas sim pelo caminho mais focado, criativo, transparente e honesto.

    ResponderExcluir
  2. Muito bom mesmo!!!!!!!!!!!!!!!

    Ja acrescentei na lista do filhao que chega a amnha d eferias e vou passar para um sobrinha que é RH de empresas varias!!

    Nao se esqueca de mim, quero tuas excelentes dicas

    Gde abraço
    ledinha

    ResponderExcluir
  3. Ledinha,

    Muito bom este tema "Geração Familiar", veja que líderes autocratas são engolidos pelo seu próprio poder momentâneo e não servem para serem educadores de seus descendentes de segunda e terceira geração, farão do seu poder uma arma contra si mesmo, pois não serão admirados de verdade e sim criticados por atitudes egocêntricas ...

    A transparência não é contumaz e suas estratégias são sorrateiras, sempre cheias de segunda intenção, sempre manipulando seus súditos, estes capazes de tudo para terem algum resultado, ou seja, são filhotes da dissimulação ...

    Uma lástima esses narcisistas de carteirinha serão plenamente esquecidos!

    ResponderExcluir
  4. Na sucessão familiar o que é mais atroz é o poder do manipulador e respectivamente de seus súditos com estratégias cheias de sentimentos dúbios, onde ambos em conjunto utilizam a mentira, o silêncio e até as suas fraquezas, com o intuito de impor um estilo onde impera o seu poder momentâneo, este frágil e cheio de atitudes desumanas e errôneas no que tange uma divisão igualitária perante seus descendentes, assim assumem posturas egocêntricas cheias de desculpas e sem um verdadeiro fundamento pautado na transparência...

    Um líder respeitado e amado utiliza a transparência e a honestidade para com as sucessivas gerações...

    Sem as estratégias de manter e utilizar o seu poder unicamente para seus caprichos e de seus ferrosos súditos, como na superficialidade do consumo e não nas verdadeiras necessidades de seus descendentes gerando sentimentos de decepção aos oprimidos e ou nos mais capacitados e independentes...

    ResponderExcluir
  5. Liderança familiar se assemelha muito a empresarial ...

    Um líder na família jamais deveria deixar os seus descendentes tomarem decisões importantes sem a sua posição, este buscando sempre o equilíbrio, a transparência e naturalmente as suas promessas deveriam ser realistas e factíveis, buscando sempre o equilíbrio e não o interesse próprio...

    Cada membro familiar (descendente) naturalmente procura olhar para o problema de uma forma mais unilateral, devido as suas necessidades e ou vontades (sonhos e etc.)...

    Um líder familiar não deve em busca de novas informações, que cause instabilidade, jamais deve negociar novas posições através de intermediários, deve sempre buscar o equilíbrio com total transparência, sempre colocando a realidade dos fatos, assim todos tendem à compreender com mais retidão...

    ResponderExcluir