terça-feira, 6 de novembro de 2012

CAPITAL INTANGÍVEL - AVALIAÇÃO DE ATIVOS INTANGÍVEIS


José Roberto Martins, mestre em Ciências da Comunicação pela USP, professor e especialista em gestão e avaliação de ativos intangíveis e branding (marcas), em seu livro CAPITAL INTANGÍVEL apresenta a conceituação dos fatores e ativos intangíveis e uma metodologia para com a avaliação das empresas agregando estes parâmetros, bem como uma reflexão da importância das marcas nas avaliações e da sua própria valoração, independente ou dependente da estrutura onde esta inserida.


A complexidade de avaliar bens intangíveis esta acima da compreensão dos leigos, empresários, contadores, administradores e economistas não especializados na matéria, devido a sua complexidade e variações de metodologias aplicáveis.

 
Tenho presenciado dos leigos e empresários em geral, a falta de entendimento e falsa ideia de que suas marcas tem vida própria, quando ainda não estão com interdependência de fatores internos.

 
Uma marca tem o seu valor, quando atinge um estágio de conhecimento público em seu  market-share, de forma que a concorrência vislumbra a sua compra, independente da sua situação financeira , onde esta inserida.


Marcas e outros bens intangíveis, como mercado, público alvo, propriedade industrial, direitos autorais, conhecimentos tecnológicos e muitos outros bens intangíveis, devem estar documentados adequadamente no órgão competente e ou através de contratos firmados que garantam a sua valoração em tempo diverso.


Escopo legal é necessário para com as avaliações, sejam elas executadas por economistas, administradores e ou contadores, com todo suporte jurídico, sejam eles suportados pelos conselhos das entidades, bem como através de uma metodologia aplicável e embasamento com valores contábeis e com valores de mercado, ou seja, o GOODWILL ou vulgarmente conhecido fundo de comércio.

 
Avaliar bens intangíveis segundo José Roberto Martins, é um estudo, uma consultoria e uma auditoria profunda, em que depende das  informações prestadas pelos interessados e que sejam fidedignas, para que o resultado seja verdadeiro.

 
Bem,  estou só começando a leitura ...

domingo, 5 de agosto de 2012

GREAT BY CHOICE - VENCEDORAS POR OPÇÃO

Jim Collins, pesquisador e graduado em Stanford Graduate School of Business e Morten T. Hansen, professor na University of California, na Insead e em Berkley, neste livro "GREAT BY CHOICE - VENCEDORAS POR OPÇÃO"abordam os motivos pela qual algumas empresas prosperam e outras fracassam, fazendo um benchmarking, equiparação de empresas de mesmo market-share (mercados similares).

 O que diferencia das empresas de sucesso de longo prazo versus das fracassadas e ou de sucesso temporário, são a forma como planejam as suas estratégias de crescimento, ou seja, a sua marcha de crescimento.

 Empresas que optam por um crescimento sustentável em uma marcha programável de investimentos em criatividade e ativos fixos, sem se abalar com o seu sucesso exponencial e ou com crises temporárias, seus esforços serão de manter o curso de crescimento sempre na mesma velocidade, ou seja, em tempos de bonança  a empresa deverá prorrogar as oportunidades que estão fora  do curso programável  de investimentos  e em tempos de crises, a empresa deverá manter o seu curso de investimento, jamais mudar o seu planejamento, mantendo o padrão mínimo de investimento.

Características de uma marcha onde a empresa atinja o marco de desempenho específico com grande consistência

 01)   Utilizar marcos de desempenho bem claros

       02)   Possuir restrições autoimpostas

       03)   Adequar ao empreendimento

       04)   Fundamentalmente sob controle da empresa

       05)   Concebida e imposta pela própria empresa

       06)   Deve ser realizada com grande consistência

       07)   Tempo apropriado

A marcha não precisa ser essencialmente financeira, podendo ser também através da criatividade, da aprendizagem, da melhoria de serviços e etc...

A marcha gera confiança, pois ela ampara a empresa para com os seus desafios e ou choques inesperados, criando confiança interna, esta necessária e determinada pelas suas próprias atitudes e não pelas circunstancias.

A marcha criada dentro empresa, define  o seu escopo de investimento e não decide que pressões externas interfiram em seus empreendimentos.
Uma empresa sem marcha definida estará exposta a eventos turbulentos do mercado, manter disciplina através de uma marcha empresarial, define maior equilíbrio e menor exposição aos mercados voláteis.

Uma empresa sem uma marcha definida estará se expondo e aproveitando mais os períodos favoráveis, assim estará mais próximas a calamidades, ou seja,  quando houver uma mudanças súbita para o curso inverso.

Uma empresa que define uma marcha sustentável, deve seguir um rumo de crescimento de longo prazo, 15 à 30 anos de programática de investimentos para com o crescimento empresarial.

sábado, 23 de junho de 2012

STUART DIAMOND - PROFESSOR NA WHARTON BUSINESS SCHOOL

Stuart Diamond, especialista em negociação, professor e pós-graduado na Wharton Business School, com formação em direito por Harvard.
Em seu livro "CONSIGA O QUE VOCÊ QUER", ele relaciona as 12 estratégias que farão de um negociador padrão à sua própria excelência, independente do porte da mesma, desde uma simples negociação familiar às mais complexas...

Inicie com uma linguagem simples, transparente e clara;

Primeiro, estabeleça um relacionamento, sendo informal...

Segundo, colete informações, através de perguntas...

Terceiro, concentre-se na outra parte, seus desejos, percepções, interesses e em seus sentimentos, em vez de no acordo em si...

Quarto, continue com a informalidade, gerando um nível de conforto entre as partes...

FOCO NA INVISIBILIDADE E NA PSICOLOGIA!

EM VEZ DE FOCO NA SOLUÇÃO DE CONFLITOS E ESTRATÉGIAS MERAMENTE ECONÔMICAS !

Um bom exemplo de criar sinergia é identificar “INIMIGOS EM COMUM”,  ou seja, pessoas em comum e ou questões sociais, burocráticas e corriqueiras, que incomodam as partes, transitando da invisibilidade para a visibilidade...

Outro exemplo é identificar “NECESSIDADES EM COMUM”, esta com menos impacto, pois são mais visíveis...

SÃO AS 12 (DOZE) ESTRATÉGIAS;

01)  Metas são fundamentais; fechamento da negociação é a prioridade.

02)  Foco na outra parte; conheça as pessoas, inverta os papéis e faça a outra parte querer o acordo.

03)  Faça concessões emocionais; quando há irracionalidade na negociação devido os interesses divergentes,  procure oferecer outras alternativas em busca de mais clareza.

04)  Cada situação é diferente; pessoas são diferentes em tempos diversos, procure identificar no momento a situação específica, sendo menos abrangente possível, não rotule pessoas por questões demográficas, religiosas e culturais.

05)   Melhor ser gradual; conduza as suas metas passo a passo, reduzindo as lacunas no tempo correto, lentamente.

06)  Troque itens, que as partes atribuem valores diferentes; identifique a importância em que as partes tem para cada item, depois negocie entre as partes  o que uma parte valoriza mais e a outra menos. É mais abrangente que focar em interesses e necessidades.

07)  Descubras os padrões dos outros; conheça as regras e as suas exceções, as formas de decisões das partes, as suas políticas e use estas informações para finalizar a negociação através de um acordo, satisfatório para as partes respeitando a cultura de cada envolvido.

08)  Seja transparente, construtivo e nunca manipulador; Impostores serão identificados, seja você mesmo,  seja construtivo para as partes, credibilidade é o maior triunfo e verdadeiramente convincente.

09)  Comunique-se sempre, afirme óbvio, enquadre a visão; Comunicação é busca de informações, bons negociadores são claros e óbvios, buscam soluções para com as partes, visão e metas em sinergia.

10)  Identifique o problema real e transforme-o numa oportunidade; Coloque-se na posição da outra parte, sonde e procure saber a real intenção da outra parte e os motivos pelo seu posicionamento divergente e ou irracional. Vislumbre uma melhora no relacionamento na busca de confiabilidade, convertendo em oportunidade.

11)  Aceite as diferenças; A criatividade nasce das diferenças, do desconhecido, do arriscado, gerando melhores negociações e melhores resultados.

12)  Prepare-se; Faça uma lista de ferramentas e modelos de negociação, de acordo com a sua necessidade e complexidade, mas não fuja da sua meta e esteja preparado para diversas dificuldades no processo negocial.

domingo, 15 de abril de 2012

O FUTURO DO PODER - JOSEPH S. NYE JR.

Joseph Nye, ex-reitor em Harvard, trabalhou como presidente no Conselho Nacional de Inteligência Americana, contra a proliferação de armas nucleares e subsecretário de Estado de Segurança, Ciência e Tecnologia.

Joseph, neste livro sobre o futuro do poder, divide poder em três níveis, em um jogo de xadrez tridimensional.

No tabuleiro alto o poder militar é unipolar, mantém-se a força com supremacia nas mãos dos Estados Unidos por algum tempo...

No tabuleiro do meio o poder econômico é multipolar, ou seja, à mais de uma década os principais jogadores são os Estados Unidos, Europa, Japão , China e outros como o Brasil ganhando importância no cenário global.

No tabuleiro de baixo é o reino das relações transnacionais, que atravessam fronteiras fora do controle dos governos, incluem atores não governamentais, como banqueiros, terroristas, hackers, questões ambientais e etc, ou seja, o poder é difuso ...

Há dois deslocamentos de poder, a transição entre Estados e a difusão para atores não estatais...

Do conceito do Poder Relacional, Joseph Nye, relata três aspectos distintos deste poder, muitas vezes inter relacionados:

01)  Conseguir que pessoas ou grupos façam algo que não queiram fazer... ( Mas conduz à erros).

02)   Capacidade para controlar pessoas ou grupos para mudar o seu comportamento, contra as suas preferências iniciais. (Conduz a acertos temporários).

03)  Capacidade para afetar pessoas ou grupos, para que queiram o que você quer, sem precisar ordenar-lhes que mudem. (Conduz a acertos). Poder cooptativo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

COLAPSO - JARED DIAMOND , ESCOLHA DO FRACASSO OU SUCESSO

Estou lendo o livro de Jared Diamond, um cientista, fisiólogo, professor de Geografia da Universidade da California, Los Angeles, biólogo e pesquisador.

Surpreende pela quantidade de civilizações perdidas e extintas, que existiram em nosso planeta, bem como aquelas que perderam o seu poder regional e ou global, passando a não coexistir como nações tão poderosas na atualidade.

Uma analogia entre civilizações pré colombianas, como os Incas, os Maias, os Moches (Peru), os Astecas, outras como a da Ilha da Páscoa, da Islândia, da Nova Guiné, da Groelândia, dos Vikings, de Montana (USA), de Chaco (Novo México) , da Grécia, do Império Romano e de diversas outras civilizações que fizeram a sua história e deixaram um legado social, cultural e econômico , contra a atual sociedade moderna globalizada que padece de problemas semelhantes quanto o seu uso irregular do nosso meio ambiente, sem se preocupar com as conseqüências inevitáveis do mau uso do planeta.

Cinco fatores importantes são discutidos exaustivamente por J. Diamond, o primeiro são os danos ao meio ambiente como os  irreversíveis gerados pelo mau uso do solo e das fontes naturais, segundo as mudanças climáticas gerados pelo homem ou mesmo por fatores naturais, como erupções vulcânicas que dizimavam povos e regiões, terceiro os vizinhos hostis, guerras intermináveis na busca de um poder mais regional do que local, dizimaram diversos povos pelo uso da força, quarto variação da relação para com seus vizinhos, de hostil para parceiro e vice versa, mudanças que vimos acontecer na atualidade entre povos, devido as suas necessidades de mercado e busca de poder, quinta como a sociedade se posiciona diante dos problemas que surgem, eram pró ativos, na busca de soluções para com a longevidade da sua civilização, ou estavam cegos pela ânsia do poder momentâneo sem se preocupar com as conseqüências ...

J. Diamond utiliza o método comparativo entre as civilizações já extintas com as nações existentes para compreendermos os colapsos sociais que existiram devido a contribuição de problemas ambientais.

Será que novamente estamos cegos pelo poder e não estamos vendo o mau uso do nosso planeta, extraindo todos os fósseis, gerando poluição irreversível, multiplicando a nossa população consumista, contra ambientalistas alarmando a sociedade com pouco eco...

Um livro excepcional! Estou lendo, depois conto mais ...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

AS 48 LEIS DO PODER !!

Como um livro de cabeceira, Robert Greene e Joost Elfers  em  “As 48 Leis do Poder” , nos ensina  a sobreviver  em um mundo capitalista, onde o centro dos resultados estão no poder, seja ele impetrado pelo Estado,  pelo seu chefe,  pelo seu patriarca ou matriarca e ou quaisquer poder que altere a  sua potência, ou seja,  a sua capacidade de decisão assim diminuindo a sua auto-estima,  necessária para quaisquer indivíduo ser respeitado em um mundo competitivo.

+ 3 Leis do poder !

01)  Domine a arte do tempo certo : Tempo é uma invenção humana, que conforta e ou atordoa os sentidos dos seus adversários, ele pode ser longo ou curto, depende da sua percepção, que pode ser alterada intencionalmente, vence sempre quem sabe manipulá-lo positivamente!
a) Tempo Longo: Seja paciente, retarde o tempo de espera, veja pela perspectiva de  longo prazo, necessidades de emergência atrapalham na negociação, não seja tolo perante as iscas da outra parte, aparecerão depois melhores oportunidades, vislumbre o ponto fraco, a necessidade da outra parte e ataque com propostas precisas e oportunistas  ...
b) Tempo Forçado: Perturbe o senso de oportunidade!  Faça os outros correrem, esperarem, desistirem do próprio ritmo, ou seja, distorça a percepção de tempo do seu adversário e com muita calma. Fazendo-os esperarem, controle o relógio do tempo, deixe-os no limbo, inicie as negociações com calma, de repente pressione e defina os prazos finais.
c) Tempo Final: Nada adianta de estratégias de manipulação do tempo, sem terminar o processo negocial, este ato deve ser rápido, com autoridade e determinação, como um vôo de uma águia e um ataque fulminante para executar a sua tarefa.

02) Controle as opções , quem dá as cartas é você : Incrivelmente são apresentados pouquíssimas opções, normalmente duas, esquecemos da nossa liberdade de escolha, liberdade em excesso gera desconforto e insegurança ...
Seja esperto e ardiloso e crie as opções, a outra parte não tem noção da manipulação e ou da enganação, ou seja, o seu livre arbítrio esta sendo imposto por opções pré-definidas.

Disfarces de opções são fáceis de criar, por exemplo, uma opção interessante contra várias ruins, ou reduza no máximo as opções, seja agressivo com os inseguros e fracos de personalidade, estes cederão na pressão, crie para ele um fato desesperador...

03) Muito depende da reputação , dê a sua vida para defendê-la:
A sua reputação esta associada à impressão, que você passa para seus amigos e adversários, os julgamentos dos outros são baseados na impressão, a sua reputação é um poder mágico, depende das suas atitudes do passado e do  presente, jamais traia a confiança de seus amigos e parceiros, tenha a sua palavra como uma arma poderosa contra a difamação, que será com certeza destruída pela confiabilidade conquistada, (difamadores são inseguros e medrosos).

Uma boa reputação deve ser autêntica e simples (colecionada e guardada como um tesouro), seduz seus parceiros, amigos e respeito de seus adversários...