Estou lendo o livro de Jared Diamond, um cientista, fisiólogo, professor de Geografia da Universidade da California, Los Angeles, biólogo e pesquisador.
Surpreende pela quantidade de civilizações perdidas e extintas, que existiram em nosso planeta, bem como aquelas que perderam o seu poder regional e ou global, passando a não coexistir como nações tão poderosas na atualidade.
Uma analogia entre civilizações pré colombianas, como os Incas, os Maias, os Moches (Peru), os Astecas, outras como a da Ilha da Páscoa, da Islândia, da Nova Guiné, da Groelândia, dos Vikings, de Montana (USA), de Chaco (Novo México) , da Grécia, do Império Romano e de diversas outras civilizações que fizeram a sua história e deixaram um legado social, cultural e econômico , contra a atual sociedade moderna globalizada que padece de problemas semelhantes quanto o seu uso irregular do nosso meio ambiente, sem se preocupar com as conseqüências inevitáveis do mau uso do planeta.
Cinco fatores importantes são discutidos exaustivamente por J. Diamond, o primeiro são os danos ao meio ambiente como os irreversíveis gerados pelo mau uso do solo e das fontes naturais, segundo as mudanças climáticas gerados pelo homem ou mesmo por fatores naturais, como erupções vulcânicas que dizimavam povos e regiões, terceiro os vizinhos hostis, guerras intermináveis na busca de um poder mais regional do que local, dizimaram diversos povos pelo uso da força, quarto variação da relação para com seus vizinhos, de hostil para parceiro e vice versa, mudanças que vimos acontecer na atualidade entre povos, devido as suas necessidades de mercado e busca de poder, quinta como a sociedade se posiciona diante dos problemas que surgem, eram pró ativos, na busca de soluções para com a longevidade da sua civilização, ou estavam cegos pela ânsia do poder momentâneo sem se preocupar com as conseqüências ...
J. Diamond utiliza o método comparativo entre as civilizações já extintas com as nações existentes para compreendermos os colapsos sociais que existiram devido a contribuição de problemas ambientais.
Será que novamente estamos cegos pelo poder e não estamos vendo o mau uso do nosso planeta, extraindo todos os fósseis, gerando poluição irreversível, multiplicando a nossa população consumista, contra ambientalistas alarmando a sociedade com pouco eco...
Um livro excepcional! Estou lendo, depois conto mais ...
Um estudo sobre o colapso dos insulares (habitantes ancestrais) da Ilha da Páscoa, no Oceano Pacífico, no século XVII, foi consumado devido ao mau uso do solo, situações diversas de mudanças climáticas provocados pelos mesmos, isolamento devida a distância de outras ilhas do pacífico, guerras internas devido a falta de liderança no que tange um projeto de sobrevivência junto aos seus recursos naturais e etc. ...
ResponderExcluirUma analogia com a atualidade, considerando-se que o planeta terra, hoje globalizado, seja uma ilha isolada no universo. E todas as civilizações globalizadas compartilham os mesmos recursos, como os 12 clãs na Ilha da Páscoa naquele período.
Mesmo sendo uma metáfora imperfeita, os insulares destruíram o seu habitat com ferramentas rudimentares, atitudes errôneas e falta de planejamento, contra uma sociedade de bilhões de habitantes, voltados ao consumo de energia e instrumentos de metal com equipamentos ultra modernos, assolando o planeta de seus recursos naturais ...
Um habitat inóspito como a Groenlândia, foi a descoberta pelos Vikings, terra habitada pelos mesmos que se iniciou logo após a sua descoberta em torno dos anos 600 a.d. , seria devido a necessidade de novas descobertas fora da pacifica Escandinávia e da busca de novas conquistas, fora das tradicionais feitas pelos piratas saqueadores Vikings, que aterrorizavam os povos no continente Europeu.
ResponderExcluirA dificuldade de manter os seus costumes em terra alheia, devido à diferença do solo, costumes, hábitos, tempestades e a distâncias de seu reinado Norueguês fez com que o seu isolamento e suas dificuldades, perdessem a batalha consigo mesmo e contra os nativos, que se aproveitavam da fraqueza em tempos difíceis. O colapso era inevitável e o abandono da Groelândia Nórdica era questão de tempo.
Foram diversos fatores, por exemplo, mau uso do solo, que aparentemente era muito rico, mas de difícil recuperação, acreditavam em ocupação através de fazendas com uma agropecuária e agricultura rudimentar, mas degradavam o solo desmatando a vegetação, que era passível de alta erosão.
A falta de planejamento em região desconhecida, como a falta de conhecimento das questões ambientais e da dificuldade de manter o seu povo fora de antigos costumes, devido a distância entre a terra nativa e a região inóspita gerava frustração e desesperança e até abandono da terra conquistada.