Hannah
Arendt, citada no texto abaixo de Gustavo Iochpe , revista Veja , nos faz
refletir sobre a educação de nossos filhos, devemos com certeza focar a
educação nos princípios da ética e transparência.
Vejo
que a ética parece ser "démodé" em muitos casos , principalmente quando
do poder não emana o exemplo da virtude e do bem junto a sociedade e
dentro de nossas famílias ...
Mentir é cerne da corrupção , na sociedade onde emana o poder !
Mentir é o cerne do nascimento de um corrupto na sociedade !
Mentir não é exemplo que pais devem insuflar ou "laissez faire" dentro de uma família !
Da
pequena mentira surge o anti ético, surge o mal feitor que não lembra
de absolutamente nada que possa interferir ou prejudicar seus pares e ou
a sociedade em si ...
Sejamos ético e transparente e veremos que VALE À PENA ! Pois com certeza à longo prazo o resultado será vantajoso !
" Sócrates,
via Platão (A República, Livro IX), defende que o homem que pratica o
mal é o mais infeliz e escravizado de todos, pois está em conflito
interno, em desarmonia consigo mesmo, perenemente acossado e paralisado
por medos, remorsos e apetites incontroláveis, tendo uma existência
desprezível, para sempre amarrado a alguém (sua própria consciência!)
onisciente que o condena. Com o devido respeito
ao filósofo de Atenas, nesse caso acredito que ele foi excessivamente
otimista.
Hannah Arendt me parece ter chegado mais perto da compreensão
da perversidade humana ao notar, nos ensaios reunidos no livro
Responsabilidade e Julgamento, que esse desconforto interior do
“pecador” pressupõe um diálogo interno, de cada pessoa com a sua
consciência, que na verdade não ocorre com a frequência desejada por
Sócrates.
Escreve ela: “Tenho certeza de que os maiores males que
conhecemos não se devem àquele que tem de confrontar-se consigo mesmo de
novo, e cuja maldição é não poder esquecer. Os maiores malfeitores são
aqueles que não se lembram porque nunca pensaram na questão”.
E, para
aqueles que cometem o mal em uma escala menor e o confrontam, Arendt
relembra Kant, que sabia que “o desprezo por si próprio, ou melhor, o
medo de ter de desprezar a si próprio, muitas vezes não funcionava, e a
sua explicação era que o homem pode mentir para si mesmo”.
Todo corrupto
ou sonegador tem uma explicação, uma lógica para os seus atos, algo que
justifique o porquê de uma determinada lei dever se aplicar a todos,
sempre, mas não a ele(a), ou pelo menos não naquele momento em que está
cometendo o seu delito."
Fonte : Veja , Setembro / 2013 , http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/gustavo-ioschpe-devo-educar-meus-filhos-para-serem-eticos .
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