Estou lendo também Albert Fishlow, um livro histórico sobre o Brasil, "O NOVO BRASIL" com profundidade de quem entende do assunto, ou seja, relata a política, a economia, as relações sociais e internacionais, sabendo valorizar as nossas conquistas e julgando nossos erros cometidos nas últimas décadas, mesmo assim alcançamos o título de país emergente, com ótima perspectiva de crescimento para as próximas décadas, seja linkado pelas commodities consumidas principalmente pelos asiáticos e pelos países do primeiro mundo ou mesmo pelo futuro incerto do pré-sal.
Segundo Albert Fishlow, o Brasil como protagonista mundial é uma novação que veio para certificar o novo mundo globalizado e multilateral, seja pela iniciativa diplomática na busca de um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, seja pela política externa e seu envolvimento no grupo dos "G20", países ricos e emergentes (BRICS), na busca de um maior equilíbrio nas negociações junto a OMC, contra o protecionismo unilateral dos países ricos.
A globalização é uma realidade que veio eternizar a democracia no ocidente e pulverizar-se em todos os territórios ainda não democráticos e ou em transição, ou seja, tanto no Oriente Médio, África, Ásia, e na America Latina.
No continente latino americano ainda existe resistência a uma democracia não populista, mas somos literalmente o líder regional pela nossa dimensão demográfica, pela democracia alcançada e pelo poder econômico regional.
Parabens pelo belo visual e conteúdo à altura. Espero pelas próximas manifestações, sempre benvindas.
ResponderExcluirQuem é Albert Fishlow ?
ResponderExcluirProfessor emérito nas Universidades de Columbia e Berkley nos Estados Unidos, conhecedor, pesquisador e especialista norte americano do Brasil, no que tange a sua história política, econômica e social, bem como as relações econômicas entre os países industrializados e em desenvolvimento...
O Brasil em ascensão econômica resiste a uma melhor distribuição de renda das classes sociais mais ricas às menos favorecidas, há falta de estrutura básica e de infra-estrutura para um crescimento sustentável, com o intuito de diminuir os gargalos que impedem o crescimento sustentável da economia brasileira, sem gerar a temida inflação, ou seja, há muito que fazer e implantar, como políticas e investimentos no social, desoneração através de reformas estruturais, como a tributária, trabalhista, política e previdenciária.
ResponderExcluirEstamos crescendo, aumentando nossas reservas internacionais, diminuindo o nosso risco no mercado financeiro internacional, melhorando e aumentando o nosso poder aquisitivo, criando assim uma nova classe média consumista que fortalece o nosso mercado interno, diminuindo a nossa dependência das influências do mercado financeiro internacional.
A China é responsável pelo equilíbrio da economia mundial, investe muito internamente em sua infra-estrutura, devido a sua taxa de crescimento acima ou próxima à dois dígitos do PIB, mas também eles tem grande dificuldade na distribuição da renda devido a sua política que é comunista, fechada e corrupta, mas estrategicamente de economia liberal.
Eles sim são os maiores responsáveis pelo crescimento do PIB mundial, fortalecidos pelo seu aumento das reservas internacionais do tesouro americano, sendo eles os maiores credores... Cresceram através da venda de produtos manufaturados a preços não competitivos, respondendo por 50% de tudo que é produzido no planeta, tudo isso forçado através de uma política de câmbio não flutuante, contribuindo para a desvalorizando o dólar americano no mercado internacional , gerando um caos monetário para os países ricos devido a sua desvalorização e um aumento fictício da moedas dos outros países emergentes, como o Brasil que estão alavancados na venda de commodities para o tigre asiático.
A vulnerabilidade do Brasil em relação aos acontecimentos externos tem sido muito baixo atualmente e este cenário em curto prazo também não se alterará, devido o grande volume de vendas das nossas commodities aos Chineses e outros países à preços altíssimos, devido a alta demanda ...
ResponderExcluirAté quando? A vulnerabilidade ocorrerá logo que os grandes consumidores e o mercado não concordem com os preços excessivos dessas commodities criando um déficit na conta corrente nacional, diminuindo a nossa capacidade de aumentar as nossas reservas internacionais, pois estamos alavancados na exportação das mesmas, por isso estamos em um momento de bonança econômica, comparando-se com países mais ricos ...
Se o Brasil diminui-se o seu rombo fiscal, diminuindo despesas internas, aumentando o investimento em infra-estrutura para aumentar as exportações de manufaturados, não promoveria a desindustrialização, diminuindo a nossa vulnerabilidade de médio e longo prazo, pois assim diversificaríamos as nossas exportações, aumentando o emprego internamente e por conseqüência maiores investimentos para a tecnologia, para a educação e etc ...
Brasil novo? Tá difícil. Escândalo um por cima do outro. Palocci, Mercadante, Hollanda, agora o ministério dos transportes inteiro... Mas o surpreendente é que paralelo a isso, temos uma excelente iniciativa privada, um empresariado ativo e criativo, que parece estar vivendo em outro país, sem esses percalços. Esta tradição empresarial de homens de raça que nos salva. Porém ela nos vem herdada de um Brasil velho, tradicional, desde os engenhos de açúcar, hoje, por vezes, cansado de guerra, justamente devido a um governo onipresente intervencionista. O Brasil novo só emergirá através da educação e não só da tecnologia como pensam alguns. Agora mesmo estamos sendo tolhidos na implantação de novas formidáveis plantas da indústria eletrônica digital de terceira geração, por falta de... engenheiros formados e brasileiros. Não podemos permitir que o país seja invadido por essa mão de obra especializada... chinesa. Aí está o gargalo.
ResponderExcluirSávio, vamos politizar um pouco o espaço? Vc pensa que esse personagem a seguir se enquadra em qual Brasil: o novo ou velho?
ResponderExcluirOs mais próximos de Abílio Diniz que o conhecem bem, constatam não haver "ego" mais cultivado e voluntarioso que o dele no Brasil. Pensa poder tudo e isso o torna pessoa arrogante, centradíssimo em si mesmo e de uma soberba ímpar.
Vem então, esse francês de fina estirpe, Jean-Charles Naouri muito culto, preparado até os dentes, estrategista experiente e, como quem vai até ali na esquina e volta, toma seu jatinho particular em Paris, atravessa o atlântico, pousa no Galeão no Brasil, toma um taxi, desembarca no BNDES, sobe ao andar do presidente Coutinho, fica com ele uma hora e explica, no melhor francês traduzido ali mesmo, por que não concorda com a fusão. Em seguida faz meia volta e segue rigorosamente o caminho inverso rumo à sua base em Paris, onde chega 24 horas depois que saiu de lá.
Do Brasil, mal viu a linha amarela que liga o aeroporto ao centro do Rio, pois já escurecia, e além disso a cara do Coutinho. Ainda deu-se ao luxo de dizer em tom tépido e agradável, sem agredir, que aqui veio por mera questão de cortesia para com o BNDES e seu presidente, bem como ao país. Queria prevenir o presidente das suas fundadas razões e só isso.
Em suma, deu "um banho de bola" no Diniz em termos de saber fazer um contato eficaz e altamente impactante (uma pessoa que vem de tão longe dando ênfase a um mero gesto pessoal que demanda respeito e consideração pelo outro, causa grande impacto no interlocutor que conquista de vez, até pelos dispêndios envolvidos no ato) .
Enquanto isso, Abilio Diniz informa que levantará os 4 bi envolvidos com facilidade, onde quiser, dando preferência ao BNDES porque este confere grife ao negócio. Este herdou seu império e agora não sabe o que fazer com ele.
O mundo é redondo...
ResponderExcluirEstive com o Luciano Coutinho, lógico quando não tinha este baita cargo, imaginas se não foi devido a grande amizade dele com Paulo Markum e por outros motivos com Vinicius L.
Na época ele atuava como jornalista, se não me engano... Isto é outra história!
Quanto ao Abílio Diniz, digo que ele é um empresário talentoso no que cerne sobreviver em um país desigual, corrupto e paternalista, o velho e atual Brasil ...
Também é um sujeito que nunca respeitou seus adversários, mesmo dentro da sua própria família...
Um modelo de sucesso tupiniquim, que cresceu no antigo Brasil e persiste para com uma continuidade, agora quem sabe globalmente...
Cada país tem seus lideres que merecem, estes que são patrocinados pelo Estado, como nesta futura fusão entre Carrefour , Pão de Açucar e BNDESPAR (com 4 bilhões), servem de grande exemplo que em um país não muito sério, empresários aventureiros e politizados serão muito mais bem sucedidos do que aqueles que cuidam do seu próprio chão de fábrica e do mercado ...
No Novo Brasil, esperemos que as mudanças partirão de um Estado menos paternalista e mais preocupado com o mercado, assim o exemplo virá de cima para baixo ...
Temos muito mais aprender com o Velho mundo e com empresários já globalizados, do que firmar parcerias paternalistas através do BNDESPAR, que além de querer fomentar o empreendedorismo, parecem mais interessados em lucrar do que investir, ao invés de fomentar o crescimento interno ...
O maior desafio para o Brasil no âmbito internacional é a China, primeiro o tema a ser abordado deve ser as questões internas, como as reformas de infra-estrutura, logística e outras que dependam da aprovação do poder legislativo e do executivo. O Brasil deve fortalecer-se internamente, para que não se torne um refém do mercado internacional e ou da volatilidade das importações de suas commodities ...
ResponderExcluirO Estados Unidos atualmente é mais parceiro, do que competidor, devido a sua necessidade de fortalecer-se perante aos tigres asiáticos, como a China, que domina o mercado global de manufaturados, através de um câmbio fictício, controlado pelo Estado Chinês.
Estamos crescendo mediante as nossas exportações de produtos primários, devemos também cuidar das nossas questões internas, viabilizando as exportações de manufaturados, através de desoneração do setor secundário e terciário, buscando maior competitividade internacional ...
A industrialização de um país, o seu mercado interno e apoio do Estado é a melhor forma de garantir a sua blindagem dos efeitos nocivos da globalização.